
Os dirigentes do FC Porto continuam a trabalhar tendo em vista a constituição do plantel para a época que aí vem. Lendo o texto anterior, percebe-se qual a minha opinião acerca de entradas, saídas e permanências no conjunto portista. Analisando alguns dos desenvolvimentos dos últimos dias, concluo que várias decisões que hão-de ser tomadas vão em sentido contrário ao que defendi. Vieirinha (talvez por empréstimo) e Ibson, por exemplo, parecem ter guia de marcha. Jorginho parece ter lugar garantido para continuar. Hélder Barbosa deve continuar a rodar mais uma época.
Nos últimos dias, novos reforços foram anunciados. Olhando as necessidades que apontei e as contratações realizadas, vejo até bastante sintonia. Lino, Kazmierczak e Edgar já estavam garantidos e vêm preencher lugares carenciados, senão de quantidade, pelo menos de qualidade. Para médio-ofensivo, as escolhas recaíram em dois sul-americanos, ambos internacionais sub-20: o brasileiro Leandro Lima e o uruguaio Luís Aguiar (por empréstimo). Não os conheço, nunca os vi jogar, mas pelas referências parecem ser bons valores e que podem constituir boas surpresas no campeonato português. Leandro, companheiro de Edgar na canarinha, vem apontado como um dos jovens mais talentosos e promissores do Brasil. Aguiar é dono de uma excelente compleição atlética, reclamada para a equipa por Jesualdo Ferreira, além de ter, alegadamente, um forte pontapé de longa distância.
Os também jovens Fernando e Rabiola foram igualmente recrutados, mas o seu destino será a cedência temporária a outro clube, no sentido de adquirirem o traquejo indispensável para um dia poderem vestir a camisola azul e branca. Por outro lado, é uma certeza que os ex-juniores Castro e Rui Pedro vão efectuar a pré-temporada com o restante plantel, não se sabendo nesta altura qual será o seu futuro.
Dos que defendo deverem sair, nos casos de Mareque, Alan e Bruno Moraes talvez possa ter uma alegria, mas no que respeita a Ricardo Costa e Rentería ainda subsistem muitas interrogações. O futuro dirá.
Com as transferências recentes e analisando o que se vai dizendo por aí, é visível que o plantel portista 2007-08 (para o qual defendo 25 jogadores) começa a ganhar forma, mas vislumbro ainda lacunas. Ora vejamos:
1-Helton, 2-Nuno, 3-Ventura, 4-Bosingwa, 5-Fucile, 6-Cech, 7-Lino, 8-Pepe, 9-Bruno Alves, 10-Pedro Emanuel, 11-João Paulo (excluo Ricardo Costa), 12-Paulo Assunção, 13-Raúl Meireles, 14-Kazmierczak, 15-Lucho González, 16-Jorginho (Bolatti vem?), 17-Leandro Lima, 18-Luís Aguiar, 19-Quaresma, 20-Lisandro, 21-extremo, 22-extremo, 23-Adriano, 24-Postiga (excluo Rentería), 25-Edgar
Como se constacta, quanto a mim faltam dois extremos para que o elenco fique equilibrado e distribuído homogeneamente pelas várias posições. A menos que se procedam a algumas adaptações tipo-Lisandro e aí poderiam ser reforçados outros dois lugares diferentes. Note-se que, na presença destes elementos, o sistema 4-4-2 poderia sempre constituir-se como alternativa ao frequente 4-3-3, face à abundância de médios flexíveis. As combinações possíveis de jogadores para ambos os esquemas são inúmeras e de qualidade idêntica, como convém numa equipa que jogará em várias frentes e pretende ser ganhadora. Exemplos (meio-campo e ataque):
em 4-3-3:
-Assunção, Lucho e Leandro; Quaresma, Adriano e Lisandro.
-Kazmierczak, Meireles e Aguiar; Quaresma, Edgar e Lisandro.
em 4-4-2 losango:
-Assunção, Lucho, Kazmierczak e Leandro; Quaresma e Lisandro.
-Kazmierczak, Lucho, Meireles e Aguiar; Quaresma e Postiga.
Enfim, apenas quatro exemplos de uma infinidade de possibilidades, num equilíbrio e diversidade de opções que, sinceramente, não vejo no meu clube desde 2003-04. Agora é uma questão de os reforços fazerem justiça a essa denominação, o que pode ou não acontecer, dependendo das contingências do próprio futebol. E para todos os efeitos faltam os tais dois extremos (um pelo menos), não esquecer!